Fernanda Melchionna garante ampliação de rede de acolhimento a mulheres vítimas de violência

Candidata assinou manifesto do Movimento de Mulheres Olga Benário e Mulheres Mirabal em defesa da proteção social e da vida das mulheres

10 out 2020, 08:06
Fernanda Melchionna garante ampliação de rede de acolhimento a mulheres vítimas de violência

A candidata a prefeita de Porto Alegre Fernanda Melchionna, assinou, na manhã destada última sexta-feira (09), o manifesto do Movimento de Mulheres Olga Benário em defesa da proteção social e da vida das mulheres. O Movimento, do qual nasceu o partido Unidade Popular pelo Socialismo, administra a ocupação Mulheres Mirabal, que acolhe mulheres vítimas de violência há quase quatro anos.

09/10/2020 – Porto Alegre, RS – Fernanda Melchionna visita Ocupação Mulheres Mirabal e conversa com candidatos a vereadores pela UP. Foto: Guilherme Santos/PSOL

Uma das coordenadoras da Casa Mirabal e candidata a vereadora Nathanieli Almada, conta que a casa vem sendo atacada pela atual Prefeitura. De acordo com a coordenadora, o prefeito Nelson Marchezan Júnior se recusa a dialogar com as mulheres. 

“A Mirabal, além de ser um espaço de acolhimento para mulheres é também uma referência para a comunidade dos arredores. Nossa próxima luta é conseguir regularizar esse espaço. Aqui é uma casa de moradia, fazemos um trabalho que  a prefeitura não faz e corremos o risco de reintegração, vivemos sempre com uma sensação de que a qualquer momento vão tirar a gente daqui”, relata Nathanieli.

A candidata à vereança Priscila Voigt lembra que a Mirabal já sofreu uma reintegração de posse, quando a Brigada Militar agrediu e expulsou cerca de 70 famílias da casa que a Mirabal ocupava. Ela também explica que, além de oferecer acompanhamento psicológico, jurídico e, se necessário, abrigo, o movimento dá função social a um prédio público inutilizado.

“A Mirabal surge justamente para aquela mulher que está com a mochila nas costas, o filho no braços, precisa sair de casa e não tem para onde ir.  A gente sofreu um despejo brutal, e foi depois disso que conseguimos um acordo com o Estado para ocupar esse novo endereço, mas a Prefeitura se recusa a regularizar. Por isso é muito importante termos uma prefeitura e mulheres vereadoras que lutem por essa causa de verdade”, explica Priscila.

Fernanda Melchionna ressaltou que Porto Alegre possui apenas um abrigo de acolhimento para mulheres vítimas de violência, a Casa de Apoio Viva Maria. A candidata defendeu que o modelo da Casa Mirabal precisa ser aplicado em outros lugares e garantiu que em seu governo pretende ampliar a rede de assistência à mulher, assim como as delegacias especializadas e as casas de abrigo. 

“Nós queremos criar abrigos para mulheres vítimas de violência por região do Orçamento Participativo, nos moldes da Mirabal. Nós já fizemos muitas coisas quando era vereadora, imagina o que podemos fazer com a caneta na mão. Reafirmo aqui o meucompromisso com a luta das mulheres a com a ampliação da rede de acolhimento das mulheres. No combate à violência de gênero e pela proteção à vida das nossas mulheres, estaremos juntas na Prefeitura de Porto Alegre”, garante Fernanda. 

09/10/2020 – Porto Alegre, RS – Fernanda Melchionna visita Ocupação Mulheres Mirabal e conversa com candidatos a vereadores pela UP. Foto: Guilherme Santos/PSOL

Confira mais propostas voltadas para a defesa das mulheres:

– Adoção de medidas de equidade de gêneros no âmbito dos serviços públicos municipais;

– Criação e ampliação de centros de Referência da mulher e Centro Integrado de Atendimento  à  Mulher  vítima  de  violência  doméstica;

– Ampliação da rede de delegacias especializadas para atendimento das mulheres;

– Criação de aplicativo para a denúncia de violência e assédio, vinculado à rede de atendimento às mulheres vítimas de violência;

– Garantia de creches e escolas de educação infantil de turno integral e ampliação do atendimento das creches para os horários noturnos;

– Criação  de  Secretaria  de  Mulheres  e  combate  à LGBTTfobia e garantir espaço  institucional  para  ampliar  as  políticas  públicas para mulheres e LGBTTS;

– Atendimento especializado às profissionais do sexo e desenvolvimento de políticas interseccionais que olhem para as suas necessidades;

– Garantir acesso das mulheres trans ao SUS com criação de departamento específico, não apenas nas delegacias de vulneráveis;

– Programa contra o machismo e a cultura da violência e assédio às mulheres, por meio de campanhas nos bairros, nas escolas, no transporte público, nos locais de trabalho;

– Prioridade para as mulheres na titulação de imóveis em programas de regularização fundiária;

– Programa Virando a Mesa do Poder, de incentivo a participação das mulheres na cena política. Criação de rede de escolas feministas e antirracistas;

– Prefeitura Municipal com paridade de gêneros; 

– Prioridade para mulheres chefes de família em caso de empate nos programas habitacionais municipais.

Foto: Guilherme Santos / PSOL